Nuvem x Infraestrutura Local: O Grande Debate de TI
A nuvem representou um avanço incrível na área da computação. Do ponto de vista do usuário final, ferramentas como o Gmail armazenam suas mensagens na nuvem, e você pode acessá-las de qualquer dispositivo, em qualquer lugar. O DropBox nos permite fazer o mesmo com documentos, fotos e outros arquivos. E basta ver tudo o que nossos filhos fazem com os aplicativos em nuvem em seus tablets e smartphones.
Enquanto isso, aplicativos essenciais de TI, como ERP, e ferramentas de produtividade, como o Office, agora são comumente executados na nuvem. Vamos admitir: a tendência está mudando do ambiente local para a nuvem.
Esses sucessos significam que as equipes de TI devem migrar tudo para a nuvem o mais rápido possível ou adotar uma abordagem que priorize a nuvem para todos os novos aplicativos e serviços? Não necessariamente.
Parece que há um grupo de empresas que sempre aposta tudo na nuvem. Trata-se de startups de tecnologia que querem concentrar sua atenção e seu capital na criação de novas invenções e na sua introdução no mercado. Alguns investidores de capital de risco só investem em startups que utilizam a nuvem para sua infraestrutura de TI. Na verdade, se você estivesse criando uma empresa totalmente nova e tivesse sérias ambições de crescimento, seria loucura não optar pela nuvem.
A maioria dos ambientes não é tão “pura” assim. Após anos de atividade, a maioria das pequenas e médias empresas possui uma variedade de equipamentos legados que funcionam, são compreendidos pela equipe de TI e já foram pagos. Às vezes, até mesmo servidores com décadas de idade desempenham bem funções específicas e seriam difíceis de substituir. Portanto, mesmo com muitas novas aplicações, como ERP, e-mail e backup, migrando para a nuvem, outras, como SGBDs e sistemas contábeis, funcionam perfeitamente em servidores internos.
Não se esqueça de Gordon Moore
Em 1965, o cofundador da Intel formulou a Lei de Moore. Ela postula que a densidade — e, portanto, o poder de um processador — dobra a cada 18 meses. Há um debate sobre se a previsão de Moore continua sendo uma regra rígida e imutável, mas, com o aumento constante no número de núcleos que um processador contém atualmente, diríamos que os aumentos de poder previstos por Moore ainda estão, basicamente, em vigor.
Como os servidores geralmente têm vida útil de cinco anos (embora possam ser substituídos com um pouco mais de frequência), se você quiser substituir seu servidor de cinco anos, ele será 7,5 vezes mais rápido pelo mesmo preço ou 7,5 vezes mais barato pela mesma velocidade. Conforme mencionado, grande parte desses ganhos de eficiência hoje em dia se deve ao avanço do processamento multicore.
Levando esses aspectos econômicos em consideração, as pequenas e médias empresas fariam bem em comparar a maximização dos benefícios de seus aplicativos e infraestrutura locais existentes com os benefícios de migrá-los para a nuvem. Lembre-se de que, uma vez que você migrar para a nuvem, talvez não seja tão fácil voltar atrás.
Seja cético em relação à economia da nuvem
Os preços e contratos de serviços em nuvem podem ser extremamente complexos, e é por isso que as empresas, às vezes, recorrem a especialistas como R “Ray” Wang, um guru em licenciamento de software e analista principal da Constellation Research.
Wang ajuda os clientes a lidar com uma série de questões complexas. À primeira vista, contratar um serviço em nuvem pode parecer econômico, mas há condições e custos ocultos que podem transformar o que parece ser o negócio da vida em um poço sem fundo.
A questão principal é o modelo de pagamento conforme o uso. O departamento de TI sabe que o uso de dados e a capacidade de processamento sempre apresentam um aumento no consumo. Portanto, quando você começa a utilizar mais capacidade, seus custos aumentam — muitas vezes de maneiras imprevistas.
Outra questão levantada por Wang é que os provedores de nuvem controlam os preços dos serviços em nuvem. Ao contrário de um software local que você já possui, é possível que o custo do serviço em nuvem aumente — além das taxas decorrentes do aumento do uso. Muitas vezes, não há outra opção a não ser arcar com o custo, já que pode ser difícil migrar para outro serviço.
A dependência de um único fornecedor é outra questão. “Os compradores não detêm os direitos sobre o código na maioria dos modelos de nuvem pública. Eles pagam pelo direito de acessar as funcionalidades e utilizar a propriedade intelectual, mas ficam totalmente à mercê do fornecedor de nuvem. Caso o fornecedor decida mudar a direção do produto ou entre em falência, os usuários continuam à mercê dele”, afirma a Constellation. “Embora os usuários tenham acesso e propriedade sobre seus dados, a dificuldade de migrar de um provedor de nuvem para outro aumenta com o tempo de uso. Sem direitos sobre as funcionalidades do aplicativo, os usuários enfrentam a dependência se não conseguirem exportar facilmente seus processos de negócios que estão implementados nas funcionalidades do provedor”, argumenta a “Carta de Direitos da Nuvem”.
Nuvem x WAN
As redes internas de TI podem ser extremamente rápidas. Contamos com adaptadores de rede de alta velocidade, roteadores sem fio de alta velocidade e backbones de LAN Ethernet de alta velocidade. Essas conexões são quase sempre mais rápidas do que as conexões WAN que conectam a LAN à Internet.
Enquanto a LAN tem velocidade limitada pelo seu salto mais lento (embora todos tendam a ser de alta velocidade), a nuvem tem velocidade limitada pela conexão WAN mais lenta e pela rede e pelos saltos mais lentos entre ela e o provedor de nuvem.
Se você migrar aplicativos importantes para a nuvem, como ao adotar o Microsoft Office 365, poderá receber reclamações dos usuários finais sobre atrasos. Para reduzir essa latência, talvez seja necessário atualizar as conexões de WAN, o que representa uma despesa adicional. Para agravar ainda mais a situação, talvez seja preciso adquirir ferramentas de Qualidade de Serviço (QoS), reguladores de largura de banda e outras soluções para aumentar a velocidade da WAN.
Argumentos convincentes a favor da nuvem
Expliquei algumas das principais razões pelas quais nem tudo precisa ser migrado para a nuvem o mais rápido possível, bem como as armadilhas que, se evitadas, proporcionam uma experiência melhor na nuvem.
Mas vamos admitir: a nuvem veio para ficar. As principais empresas de pesquisa de mercado mostram que o avanço da nuvem é praticamente imparável. Isso significa que esses serviços em nuvem, apesar de algumas reservas que ainda persistem, estão agregando valor real.
Embora talvez você não precise migrar todos os seus aplicativos legados para a nuvem neste momento, os novos aplicativos poderiam ser facilmente implantados como serviços em nuvem, com muito menos carga de trabalho para a equipe de TI.
O impulso é evidente. A IDC afirma que os serviços de TI na nuvem pública estão apresentando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 23,5%, e que a nuvem está se expandindo cerca de cinco vezes mais rápido do que o setor de TI como um todo.
Uma área em destaque é o armazenamento. A vantagem aqui é que a equipe de TI não precisa manter tanta infraestrutura de backup. Ao mesmo tempo, as restaurações são mais confiáveis, pois os dados ficam nas mãos de um provedor especializado em armazenamento, ao contrário da equipe de TI, para a qual a manutenção e os testes de armazenamento costumam ser deixados para segundo plano.
A Research and Markets explica por que o armazenamento e o backup em nuvem estão em alta. “O surgimento de tecnologias inovadoras de armazenamento, como a deduplicação de dados em linha, a compactação em linha, a otimização de WAN, as soluções de segurança baseadas em nuvem e os gateways de armazenamento, está impulsionando o crescimento do mercado de armazenamento em nuvem. As pequenas e médias empresas (PMEs) estão adotando rapidamente serviços de armazenamento baseados na nuvem para reduzir custos e a complexidade de TI em comparação com as grandes empresas, impulsionando assim o crescimento do mercado”, afirmou a empresa de pesquisa. “Os segmentos de pequenas e médias empresas são os principais adotantes de serviços de armazenamento em nuvem, e espera-se que essa tendência continue nos próximos anos.”
E, com a nuvem, seus backups podem atingir uma escalabilidade praticamente infinita.
A Recuperação de Desastres como Serviço (DRaaS) também está em alta, de acordo com a MarketsandMarkets, que afirma que o DRaaS está crescendo a uma taxa composta anual (CAGR) de 55,2% e será um mercado de US$ 5,7 bilhões até 2018.
A Estratégia de SaaS
O Software como Serviço (SaaS) é uma das áreas mais promissoras da computação em nuvem. Basta observar o sucesso do Salesforce.com e do Office 365.
Os benefícios potenciais são grandes demais para serem ignorados. As licenças por volume para softwares locais podem ser extremamente complicadas, enquanto, em comparação, o licenciamento de aplicativos SaaS é muito mais simples. As atualizações também são mais fáceis, já que, na nuvem, elas são automáticas — sem a necessidade de atualizações manuais de software em cada máquina. Igualmente importante, os usuários finais podem acessar seus arquivos relacionados aos aplicativos a partir de praticamente qualquer dispositivo e local.
Conclusão: A nuvem privada é o melhor dos dois mundos?
Uma nuvem privada pode ser uma ótima opção — e mais fácil de implementar do que você imagina.
Se você já utiliza a virtualização, não é um grande salto transformar seus recursos de dados em uma nuvem privada, na qual os sistemas funcionam como um serviço unificado e escalável. Assim, você obtém todos os benefícios de uma nuvem pública com menos desvantagens.
Simplifique e agilize o gerenciamento local
Conforme já foi argumentado, a computação local pode ser rápida, acessível e altamente eficiente. Gerenciar tudo isso, porém, pode ser uma tarefa árdua. A automação de TI, como a oferecida pelo Kaseya VSA, pode reduzir drasticamente a carga administrativa, garantindo ao mesmo tempo que todos os terminais permaneçam operacionais e seguros.
O Kaseya VSA é uma solução de gerenciamento de sistemas de TI e terminais destinada ao setor de TI, que permite o gerenciamento remoto dos seus dispositivos por meio de um único console.
Com o Kaseya VSA, os profissionais de TI podem:
- Descobrir, auditar, fazer o inventário e monitorar clientes, servidores e a rede
- Realizar o gerenciamento de patches
- Monitorar pontos-finais para avaliar o desempenho ou identificar problemas
- Resolver problemas – incluindo discos rígidos com defeito
- Manter e executar ferramentas antivírus/antimalware.
A boa notícia é que todos esses benefícios podem ser automatizados, com base em políticas predefinidas que você define e gerencia de acordo com as necessidades da sua empresa.
Saiba mais sobre o Kaseya VSA.
Monitore sua nuvem com Traverse
A nuvem apresenta desafios específicos de gerenciamento de rede para a área de TI. Isso ocorre porque a equipe interna de TI não tem controle total sobre a infraestrutura em nuvem do provedor nem uma visão completa de todos os componentes de rede que dão suporte a esses aplicativos e serviços em nuvem.
E, embora a equipe de TI enfrente dificuldades para monitorar e gerenciar a nuvem, ela ainda precisa cuidar das redes internas e até mesmo das configurações de nuvem híbrida. O Kaseya Traverse é uma solução completa de monitoramento de rede, projetada para monitorar de forma abrangente o desempenho em infraestruturas locais, na nuvem e híbridas.
Com o Traverse, a equipe de TI pode visualizar até mesmo a infraestrutura mais complexa com base em visões de nível de serviço. Essa visão orientada a serviços permite uma análise rápida da causa raiz, de modo que os problemas de rede e de serviço sejam resolvidos rapidamente e não atrasem as operações.