e-book
BYOD (Traga seu próprio dispositivo): Um guia completo
Uma análise das políticas de BYOD, riscos de segurança, benefícios e melhores práticas
BYOD significa “traga seu próprio dispositivo”, uma prática na qual os funcionários utilizam seus próprios dispositivos, em vez dos fornecidos pela empresa, para realizar seu trabalho. A adoção do BYOD tem sido impulsionada por fatores como a fácil disponibilidade de dispositivos móveis, a conectividade rápida às redes de celular e os ambientes de trabalho híbridos.
A tendência do BYOD já vem se consolidando há muitos anos e se acelerou durante a pandemia da COVID-19, à medida que mais funcionários passaram a trabalhar remotamente e a preferir usar seus próprios dispositivos. A pandemia nos ensinou que os ambientes de trabalho remotos ou híbridos não reduzem a produtividade, mas, ao contrário, podem aumentá-la. Percebendo isso, muitas empresas estão adotando a cultura BYOD, na qual os funcionários podem trabalhar usando seus próprios dispositivos. Dessa forma, as empresas podem integrar novos funcionários e clientes rapidamente, otimizar ambientes de trabalho mistos ou distribuídos e aumentar a satisfação e a produtividade dos funcionários, dando-lhes a liberdade de escolher seu próprio dispositivo.
Com o trabalho remoto prestes a se tornar uma característica permanente e proeminente da cultura organizacional, as empresas devem desenvolver políticas relativas ao uso seguro e protegido de dispositivos pessoais no trabalho.
Este e-book abrangente ajudará você a entender como o BYOD pode beneficiar seus funcionários e sua empresa, e quais políticas, diretrizes e práticas você deve levar em consideração para criar um programa de BYOD seguro e produtivo.
O que significa BYOD?
O mercado de BYOD e mobilidade corporativa foi avaliado em US$ 54,69 bilhões em 2019 e deve atingir US$ 165,25 bilhões até 2027, crescendo a uma taxa composta anual (CAGR) de 15,99% entre 2020 e 2027. BYOD é a sigla mais comum associada a dispositivos pessoais no trabalho, mas você também pode ouvir outros termos, como “traga sua própria tecnologia” (BYOT), “traga seu próprio celular” (BYOP) ou “traga seu próprio computador” (BYOPC).
Uma política de BYOD gera economia para as empresas, pois elas não precisam arcar com os custos elevados de hardware. Além disso, permitir que os funcionários utilizem seus próprios dispositivos garante o conforto e a satisfação deles. A conveniência de usar um único dispositivo significa que os funcionários não precisam carregar e gerenciar vários dispositivos ao mesmo tempo. Isso evita o incômodo e o estresse decorrentes da alternância entre dispositivos.
Em uma organização, as políticas de BYOD definem as regras e normas relativas ao uso de dispositivos pessoais, como laptops, smartphones e tablets, pelos funcionários para a realização de atividades profissionais. A prática de BYOD pode ser benéfica para a organização, mas pode representar riscos significativos à segurança se não for devidamente gerenciada. Como os funcionários acessarão a rede privada, os canais de comunicação, o armazenamento, os aplicativos e os sistemas da organização por meio de seus próprios dispositivos, mesmo uma simples falha de segurança pode fazer com que a empresa seja vítima de um ataque cibernético.
Surge a questão: como as empresas podem estabelecer políticas eficazes de BYOD que sejam resilientes contra ameaças, mas sem serem intrusivas? Também surgem questões táticas, como: como excluir dados oficiais em caso de perda ou roubo de um dispositivo? Questões como essas se tornaram ainda mais pertinentes diante da pandemia da COVID-19 e da crescente frequência de ataques cibernéticos em todos os setores. Em um ambiente em que o trabalho híbrido está se tornando a norma, as políticas de BYOD precisam ser reavaliadas.
Mas, antes de mais nada, veja aqui o que você precisa saber sobre os fundamentos do BYOD.
Qual é o nível de popularidade do BYOD?
O mercado de gerenciamento de mobilidade corporativa ultrapassou US$ 3,5 bilhões em 2019 e deve crescer a uma taxa composta anual (CAGR) superior a 15% entre 2020 e 2026, de acordo com a Global Markets Insight.
Nos últimos anos, as práticas de BYOD ganharam popularidade, e a pandemia da COVID-19, que obrigou profissionais em todo o mundo a trabalhar remotamente, impulsionou ainda mais esse crescimento. Outras tendências globais que alimentam o crescimento do BYOD são a disponibilidade de internet móvel de alta velocidade e a rápida implantação do 5G em todo o mundo. Além disso, o número crescente de usuários de smartphones em muitos países também contribui para a cultura do BYOD.
Por que as empresas adotam o BYOD?
Em 2004, a provedora de VoIP BroadVoice lançou uma solução para que as empresas pudessem encaminhar chamadas para os dispositivos pessoais dos funcionários, e o termo BYOD ganhou popularidade. Mas foi a Intel que levou o termo a um público mais amplo em 2009. A empresa foi uma das primeiras a elaborar e implementar uma política de BYOD após perceber que os funcionários estavam conectando seus próprios dispositivos à rede corporativa. A adoção do BYOD tem aumentado desde então, assim como a necessidade de políticas relacionadas. Várias empresas estão agora estudando a possibilidade de oferecer aos funcionários a opção de usar seus próprios dispositivos no trabalho e de implementar uma política de BYOD.
Os benefícios incluem:
- Maior produtividade: Os funcionários se sentem à vontade para usar seus dispositivos pessoais devido à familiaridade e desejam continuar a utilizá-los no trabalho. Como resultado, eles podem realizar suas tarefas com mais eficiência e eficácia. Além disso, os dispositivos pessoais que os funcionários adquirem costumam ser superiores aos fornecidos pela empresa. As organizações se beneficiam do fato de os funcionários produzirem resultados de melhor qualidade, além de trabalharem mais rapidamente usando seus próprios dispositivos e ferramentas de última geração. Os funcionários também tendem a atualizar seus dispositivos mais rapidamente do que suas respectivas empresas.
- Maior capacidade de resposta dos funcionários: De acordo com um relatório da Deloitte, mais de um terço dos proprietários de smartphones em todo o mundo verificam seus aparelhos nos primeiros cinco minutos após acordarem. Em nosso dia a dia, dependemos muito de nossos dispositivos pessoais. Nossa produtividade nesses dispositivos é maior devido à familiaridade com a interface do usuário, em comparação com um dispositivo novo. Como os funcionários estão acostumados com seus dispositivos pessoais, permitir que continuem usando esses aparelhos no trabalho aumenta sua sensação de conforto e satisfação. Também é mais fácil para os funcionários trabalharem com um único dispositivo do que com vários, especialmente se o trabalho exigir viagens, pois isso torna o trabalho mais prático.
- Reduzir os riscos da TI paralela: Prevê-se que, até 2030, nove em cada dez pessoas com seis anos ou mais sejam digitalmente ativas. Em um mundo onde smartphones e tablets são onipresentes e praticamente uma extensão de nossas vidas, é inevitável que os funcionários utilizem seus dispositivos pessoais para o trabalho, mesmo que não haja uma política de BYOD em vigor.
O termo “TI paralela” refere-se a projetos de tecnologia da informação gerenciados fora do âmbito e sem o conhecimento da equipe interna de TI de uma empresa. Pode tratar-se de um conjunto de aplicativos e dispositivos que os funcionários utilizam para o trabalho sem aprovação prévia do departamento de TI. Isso também pode incluir verificar o e-mail da empresa ou usar canais de comunicação comuns fora do ambiente corporativo seguro. As empresas devem aceitar que os funcionários usarão seus dispositivos pessoais para o trabalho e, portanto, estabelecer diretrizes para esse uso. Isso garantirá maior segurança, ao mesmo tempo em que dará aos funcionários liberdade para escolher seu estilo de trabalho. - Economia de custos: O preço de um dispositivo móvel pode variar de US$ 200 a bem mais de US$ 1.000. Esse valor pode chegar a uma quantia significativa quando vários funcionários precisam de novos dispositivos. Há uma pressão constante sobre as empresas para reduzir os custos de TI, pois isso envolve investimentos pesados e pode consumir uma grande parte do orçamento, especialmente no caso de pequenas e médias empresas, que precisam gastar cada dólar com sabedoria. As políticas de BYOD podem ajudar as empresas a reduzir drasticamente seus custos de TI, ao mesmo tempo em que garantem que os funcionários possam escolher e usar seus próprios dispositivos de qualidade superior. Graças às compras em grande volume, as empresas costumam conseguir bons preços em produtos de tecnologia de consumo. A parceria com marcas pode ajudá-las a oferecer aos funcionários uma opção mais acessível para adquirir os aparelhos que desejam. Todas as partes se beneficiam do acordo. É uma situação em que todos saem ganhando.
- Força de trabalho remota conectada: Como os funcionários sempre precisarão visitar clientes ou viajar, o trabalho remoto é inevitável, sem falar que muitas empresas estão adotando modelos de trabalho híbridos, mesmo com o fim da pandemia. Sem uma política de BYOD (Traga seu próprio dispositivo), os funcionários que trabalham no escritório e os que atuam remotamente podem se comunicar de uma forma que represente riscos potenciais à segurança. Por outro lado, uma política rigorosa ajudará a estabelecer os protocolos de segurança necessários para dispositivos pessoais.
- Melhoria na gestão de TI: Além de ajudar as empresas a controlar seus investimentos em TI, as políticas de BYOD aprimoram a gestão de dispositivos. O uso de dispositivos pessoais para o trabalho é uma realidade. As empresas podem reduzir o número de dispositivos que precisam gerenciar, eliminando a necessidade de usar dispositivos diferentes para fins profissionais e pessoais. Ao definir diretrizes para os requisitos dos dispositivos e estabelecer políticas claras, elas podem reduzir ainda mais esse número. Ter menos dispositivos para gerenciar permite que as empresas reduzam ainda mais os custos e melhorem a segurança de cada dispositivo, ao mesmo tempo em que aumentam a eficiência de TI.
- Apoio à adoção da nuvem: A empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence prevê que o mercado de migração para a nuvem alcance US$ 448,34 bilhões até 2026, ante US$ 119,13 bilhões em 2020, o que representa uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de quase 29%. Devido à pandemia da COVID-19, a adoção da nuvem cresceu significativamente entre as pequenas e médias empresas. A adoção de políticas de BYOD (Traga seu próprio dispositivo) permite que sua empresa integre mais dispositivos móveis à sua infraestrutura de TI, os quais são mais adequados para a computação em nuvem. Com isso, os funcionários podem acessar aplicativos críticos para os negócios de qualquer lugar e a qualquer momento.
- Retenção dos melhores talentos: É inconveniente para os funcionários carregarem vários dispositivos com aplicativos de trabalho instalados. Além disso, alternar entre dispositivos pessoais e profissionais consome um tempo precioso que poderia ser dedicado à produtividade. Isso torna o trabalho tedioso, e as empresas correm o risco de perder alguns de seus melhores talentos para concorrentes que permitem o uso de dispositivos pessoais no trabalho.
Qual é um exemplo de BYOD?
Alguns profissionais podem se beneficiar mais das políticas de BYOD do que outros. Vamos analisar os provedores de serviços gerenciados (MSPs). Os MSPs utilizam diversas ferramentas para gerenciar sua própria infraestrutura de TI e a de seus clientes. Eles usam essas ferramentas para automatizar muitas das tarefas rotineiras, de modo que possam se concentrar nas tarefas críticas. A capacidade de utilizar essas ferramentas mesmo em trânsito dá a esses profissionais a liberdade de realizar suas tarefas, independentemente de onde estejam. Um dispositivo móvel seguro permitiria que eles atendessem a um ticket de serviço urgente de um cliente enquanto estão no meio de uma reunião com outro cliente.
Contar com políticas sólidas de BYOD permite que os MSPs otimizem seus negócios e reduzam custos. Imagine um funcionário de um MSP visitando um cliente e tendo que carregar vários dispositivos, como um celular pessoal, um celular de trabalho e um laptop. É certo que isso afetará o desempenho do funcionário se ele tiver que se deslocar carregando uma carga pesada. Com uma política de BYOD em vigor, o funcionário precisa de apenas um dispositivo para gerenciar tudo.
As políticas de BYOD também permitem que os funcionários encontrem um equilíbrio entre suas vidas pessoais e profissionais. À medida que o setor de MSP avança em direção a uma filosofia que prioriza a mobilidade, a adoção de uma política de BYOD no ambiente de trabalho apoiará essa mudança e garantirá que a segurança dos dispositivos seja mantida.
Prós e contras do BYOD
Sempre haverá aspectos positivos e negativos em qualquer nova prática de trabalho que você adotar. Ao corrigir essa falha, a utilidade do programa aumenta e os riscos são superados. Uma política de BYOD tem se mostrado benéfica para muitas funções que envolvem viagens, trabalho remoto ou contato com clientes. Por outro lado, os críticos sempre enfatizaram os riscos de segurança associados ao BYOD. O acesso dos funcionários às redes da empresa por meio de dispositivos pessoais aumenta as ameaças à segurança cibernética, oferecendo aos hackers uma maneira fácil de invadir o sistema. No entanto, as empresas começaram a corrigir as brechas de segurança que ocorrem quando o BYOD é adotado, pois reconhecem que esse é um ponto crítico. Vamos examinar, nesta seção, tanto os prós quanto os contras de permitir o BYOD no escritório.
Vantagens da prática BYOD
O BYOD não apenas reduz os custos com hardware para a empresa, mas também incentiva os funcionários a cuidarem de seus próprios dispositivos. Além disso, proporciona maior mobilidade aos funcionários, o que aumenta sua satisfação e produtividade. De modo geral, tem um efeito positivo no ambiente de trabalho e nos resultados financeiros da empresa. As vantagens são as seguintes:
- Melhor qualidade no trabalho devido à familiaridade com o dispositivo: quer optemos por um sistema operacional Android, iOS ou Windows, quer personalizemos o layout dos aplicativos e da interface do usuário, nos esforçamos bastante para personalizar nossos dispositivos. Assim, quando podemos usar dispositivos pessoais para o trabalho, nos sentimos mais à vontade e no controle do dispositivo. Como resultado, nossa produtividade aumenta, já que o dispositivo está especificamente adaptado ao nosso nível de habilidade e sabemos a melhor maneira de utilizar seus recursos.
- Flexibilidade: A flexibilidade é frequentemente citada como uma qualidade importante em uma empresa. Empresas flexíveis conseguem se adaptar facilmente às mudanças econômicas, tecnológicas e de consumo e, assim, apresentam um bom desempenho de forma consistente. Uma política de BYOD permite maior flexibilidade no local de trabalho. Com a flexibilidade de trabalhar em qualquer lugar e a qualquer hora, os funcionários ganham mais horas produtivas e, ao mesmo tempo, alcançam um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
- Economia financeira: Observamos anteriormente que as empresas podem economizar muito dinheiro com o BYOD. As marcas de tecnologia de consumo costumam oferecer dispositivos com desconto para as empresas. Os empregadores podem estender esse desconto aos seus funcionários, para que eles possam comprar um dispositivo por um preço mais baixo e usá-lo tanto para fins profissionais quanto pessoais.
- Dispositivos mais modernos e maior agilidade: em geral, os funcionários atualizam seus dispositivos com mais frequência do que as empresas. Com os dispositivos mais modernos, os funcionários têm acesso a recursos atualizados, maior velocidade e funcionalidade aprimorada, o que agiliza o trabalho. Como resultado, as empresas geram mais receita, pois os funcionários são mais produtivos.
Desvantagens da prática BYOD
É importante implementar as políticas de BYOD com cuidado. Para garantir que as políticas de BYOD ofereçam mais benefícios do que riscos, as empresas devem seguir um processo de planejamento estratégico e implementar medidas de segurança. O BYOD já demonstrou seus aspectos positivos, mas vamos discutir os pontos que suscitam preocupação.
- Segurança: Trazer seu próprio dispositivo para o trabalho representa um risco significativo à segurança. Sabemos que a segurança cibernética não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”. A rede de uma empresa fica mais vulnerável a cada novo dispositivo adicionado. Ao permitir que seus funcionários tragam seus próprios dispositivos para o trabalho, você está, essencialmente, confiando neles para manter o dispositivo seguro.
É importante que a política de BYOD inclua diretrizes de segurança rigorosas para minimizar o risco. É fundamental que as empresas tenham algum acesso aos dispositivos de seus funcionários para garantir que os protocolos de segurança sejam seguidos e implementados. As empresas podem controlar e acessar remotamente os dispositivos de seus funcionários para manter os antivírus e antimalwares em funcionamento e instalar atualizações em tempo hábil. Isso pode, no entanto, criar um sentimento de desconfiança entre o empregador e os funcionários, já que estes últimos não sabem até que ponto o empregador tem controle sobre seus celulares. - Privacidade dos funcionários: Atualmente, a segurança cibernética e a privacidade de dados estão dominando as manchetes em todo o mundo. Nos últimos anos, as empresas têm sido cada vez mais criticadas por violarem as normas de privacidade. Diante do aumento das preocupações com a privacidade, os funcionários podem se opor ao fato de as empresas monitorarem seus dispositivos pessoais utilizados para o trabalho. Para que as políticas de BYOD funcionem, as empresas devem equilibrar cuidadosamente privacidade e segurança. Para isso, elas podem utilizar ferramentas de gerenciamento de mobilidade corporativa (EMM) e de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), que lhes permitem gerenciar a segurança dos dispositivos de seus funcionários sem invadir sua privacidade.
- Falta de padronização: Outro desafio do BYOD é a falta de padronização. Na colaboração e no trabalho em equipe, o uso de diferentes ferramentas e dispositivos para a mesma tarefa pode atrapalhar o processo. É possível que arquivos no dispositivo de uma pessoa não funcionem no dispositivo de outra devido a diferenças nos sistemas operacionais e nos aplicativos. O objetivo das políticas de BYOD é promover a uniformidade no ambiente de trabalho para que a colaboração não seja prejudicada. Podem ser recomendadas ferramentas e softwares para tarefas essenciais, de modo que arquivos e informações possam ser compartilhados com mais facilidade.
- Reparo de dispositivos: É responsabilidade da empresa reparar e consertar os dispositivos que ela fornece. No entanto, a política BYOD pode gerar confusão quanto a quem arca com os custos de reparo e manutenção dos dispositivos e em que proporção, o que pode prejudicar a produtividade. Embora os funcionários possam esperar que os empregadores arcem com parte dos custos de reparo, já que utilizam o celular para fins oficiais, os empregadores podem presumir que os funcionários arcarão com esses custos, uma vez que a política BYOD é implementada para proporcionar maior flexibilidade aos empregadores. Antes de permitir o BYOD no trabalho, tanto os funcionários quanto as empresas devem ter um entendimento claro de como lidar com danos e manter a continuidade dos negócios.
Segurança do BYOD
O mundo corporativo ainda está dividido quanto à adoção das práticas de BYOD no ambiente de trabalho, apesar de seus inúmeros benefícios. A maior preocupação é com os riscos à segurança. Esta seção investigará as preocupações com a segurança associadas às práticas de BYOD e como elas afetam a produtividade, a cultura e a reputação de uma empresa.
- Roubo de dados: Os custos globais do crime cibernético aumentarão 15% ao ano nos próximos cinco anos, atingindo US$ 10,5 trilhões anualmente até 2025, de acordo com a Cybersecurity Ventures. Os cibercriminosos estão constantemente desenvolvendo e empregando métodos sofisticados e modernos para obter acesso a ambientes empresariais protegidos. O trabalho remoto abriu um campo de ação para os cibercriminosos e demonstrou que os riscos de segurança aumentam quando os funcionários saem do ambiente protegido da empresa.
Se medidas de segurança atualizadas não estiverem em vigor, os dispositivos BYOD (Traga seu próprio dispositivo) tornam-se um alvo privilegiado para os hackers explorarem e obterem acesso à infraestrutura de TI da empresa, além de roubarem informações valiosas. Embora o celular possa estar protegido, os funcionários podem não tomar o cuidado necessário ao usar redes Wi-Fi. Mesmo que os hackers não consigam invadir um celular, eles podem roubar arquivos com dados confidenciais enquanto estes estão sendo transferidos por uma rede ou conexão de internet não segura. Tanto o funcionário quanto o empregador devem agir com extrema cautela ao implementar práticas de BYOD. - Infiltração de malware: Muitos dos maiores ataques cibernéticos são bem-sucedidos porque os funcionários caem em e-mails de phishing que, ao serem abertos, baixam um ransomware devastador na rede interna da empresa. Com as práticas de BYOD, o erro humano em ataques cibernéticos aumenta exponencialmente. Todos os dias, os funcionários baixam várias ferramentas, arquivos e softwares em seus dispositivos. Um pequeno descuido pode fazer com que um funcionário baixe malware e coloque em risco dados confidenciais da empresa. É importante estabelecer diretrizes claras sobre o uso de celulares e as atividades de download, para que o uso pessoal dos funcionários não afete os dados da empresa.
- Perda de dispositivos: Os dados da empresa também correm risco em caso de perda ou roubo de dispositivos. As políticas de BYOD estabelecem protocolos rigorosos para senhas, mas, se os funcionários não os seguirem, os dados da empresa podem cair em mãos erradas. Os funcionários costumam armazenar senhas em seus dispositivos sem utilizar aplicativos seguros. Isso pode expor os dados de toda a organização a novas formas de exploração.
- Problemas com a remoção e recuperação de dados: No caso de um funcionário se demitir, ou de o dispositivo ser danificado, roubado ou perdido, as políticas de BYOD estabelecem as diretrizes para o gerenciamento de dados. Nesses casos, os funcionários devem apagar os dados da empresa de seus celulares para que não possam ser explorados por eles ou por uma entidade externa. Mesmo funcionários com as melhores intenções podem se esquecer de tomar as medidas necessárias de proteção e exclusão de dados, colocando os dados em risco de uso indevido ou roubo.
- Custos jurídicos: A reputação e a saúde financeira de uma organização serão afetadas caso os dispositivos BYOD sejam comprometidos e as informações caiam nas mãos de agentes mal-intencionados. Isso pode levar a uma enxurrada de ações judiciais por danos, caso os dados em questão sejam extremamente confidenciais ou pertençam a clientes ou parceiros comerciais. Além de danos irreparáveis à reputação, isso pode custar à empresa milhões de dólares.
- Políticas deficientes: Muitas empresas não possuem uma política robusta de BYOD, mesmo que tenham um programa de BYOD. Na ausência de políticas sólidas, erros e descuidos não são responsabilizados e ninguém assume a responsabilidade por eles. Os funcionários também não têm conhecimento das melhores práticas de tratamento e segurança de dados na ausência dessas políticas. As empresas devem estabelecer diretrizes e práticas robustas de BYOD para minimizar esses riscos.
Quais são os riscos e as responsabilidades do BYOD?
É possível que as práticas de BYOD entrem em conflito com as diretrizes de conformidade da empresa. Vários setores, como o da saúde e o financeiro, possuem diretrizes rigorosas em vigor relacionadas à gestão, ao acesso e à distribuição de dados e informações confidenciais. As regras de conformidade e segurança são fáceis de aplicar em dispositivos fornecidos pela empresa, mas, em dispositivos pessoais, torna-se difícil monitorar o nível de segurança com que os dados são armazenados e quem mais pode acessá-los.
Com as práticas de BYOD, o desafio vai além da segurança e abrange a conformidade. Para garantir a conformidade com as políticas da empresa, quantas ferramentas e softwares adicionais um funcionário estará disposto a baixar em seus dispositivos pessoais e quanto acesso ele estará disposto a conceder à empresa por meio desses dispositivos sem se preocupar com a privacidade? Para garantir a conformidade, funcionários e empregadores precisam estar em sintonia no que diz respeito a essas questões. Alcanta-se uma melhor taxa de conformidade quando há maior consenso entre as duas partes.
Como garantir a segurança do BYOD?
No entanto, embora as práticas de BYOD possam aumentar o risco à segurança dos dados da empresa, da rede e das informações confidenciais, há muitas maneiras de tornar essa prática mais segura e fazer com que ela traga mais vantagens do que desvantagens. Aqui estão algumas dicas para tornar sua prática de BYOD segura e flexível:
- Regras para senhas: Sua primeira linha de defesa é uma senha forte. Uma senha fraca é tão ruim quanto não ter senha alguma. Primeiro, certifique-se de que seus funcionários utilizem senhas fortes em seus dispositivos como parte do seu programa BYOD. Inclua também softwares e aplicativos essenciais nessa regra. Os empregadores podem impedir o acesso não autorizado aos bancos de dados e redes da empresa bloqueando com senha todos os aplicativos relacionados ao trabalho. Defina claramente os requisitos de segurança para senhas, pois “Password123” não ajudará a manter ninguém seguro.
- Soluções de segurança: Invista nas soluções antimalware e antivírus mais recentes para proteger os dispositivos dos seus funcionários contra ameaças comuns à segurança cibernética. A continuidade dos negócios é garantida quando essas ferramentas mitigam uma variedade de ameaças e impedem que vírus criptografem ou interrompam o trabalho.
- Sites e aplicativos proibidos: as políticas de BYOD funcionam melhor quando empregadores e funcionários se comprometem a fazer sua parte. É mais provável que vírus e malware sejam baixados em um dispositivo quando um funcionário acessa sites inseguros ou suspeitos. É importante estabelecer diretrizes claras sobre os tipos de aplicativos, arquivos e sites que devem ser evitados, pois representam um risco à segurança. Também é fundamental definir diretrizes claras sobre o uso das redes sociais, já que elas também podem ser utilizadas como ponto de entrada para ataques.
- Princípio do Privilégio Mínimo: A cada dia, as empresas acumulam mais e mais informações, ferramentas e softwares. Os funcionários precisam ter acesso apenas às partes do banco de dados que sejam relevantes para o seu trabalho. Portanto, as empresas podem reforçar as medidas de segurança ao aplicar o princípio do privilégio mínimo em dispositivos BYOD. É menos provável que toda a infraestrutura de TI de uma empresa seja infectada por malware ou ransomware quando os funcionários têm à disposição apenas as ferramentas ou conjuntos de dados necessários. Uma violação de dados resultará em menos danos se essa prática for implementada.
- Backup: Além das questões de segurança, dispositivos perdidos ou roubados podem representar problemas para as empresas se não houver backup dos dados. Ter que refazer o trabalho reduz a produtividade e pode ser frustrante para o funcionário. Se os funcionários trouxerem seus próprios dispositivos para o trabalho, as empresas devem garantir que eles sigam um procedimento rigoroso de backup e realizem backups regularmente. Isso garantiria a continuidade dos negócios mesmo no caso de um dispositivo ser roubado, perdido ou danificado.
- Treinamento em segurança: As empresas que treinam seus funcionários nas melhores práticas de segurança cibernética identificam mais violações de segurança e apresentam menos incidentes. De acordo com uma pesquisa da Webroot, os entrevistados relataram uma redução de 41% nos incidentes de phishing e um aumento de 59% no número de denúncias de e-mails suspeitos às equipes de TI após concluírem um programa de treinamento em conscientização sobre segurança.
- A escolha de ferramentas de segurança móvel: As empresas podem manter os dispositivos de seus funcionários protegidos sem comprometer sua privacidade, utilizando ferramentas de segurança móvel. A arma mais poderosa no arsenal do departamento de TI é a ferramenta de segurança móvel, que garante a implementação das políticas de BYOD no ambiente de trabalho. Os departamentos de TI podem usar essas ferramentas para monitorar, gerenciar e proteger os dispositivos utilizados por seus funcionários no trabalho. Além disso, podem gerenciar dispositivos de IoT, que estão sendo cada vez mais utilizados no ambiente de trabalho.
Ferramentas de segurança para dispositivos móveis:
- Mobile Device Management (MDM): A adoção do BYOD no ambiente de trabalho levou ao desenvolvimento de ferramentas de MDM. Essas ferramentas podem ser utilizadas para gerenciar remotamente dispositivos móveis em tempo real, como parte das políticas de segurança do BYOD. A ferramenta pode ser empregada em atividades como registro de dispositivos, aplicação de atualizações de segurança, rastreamento de localização, provisionamento de dispositivos ou até mesmo a exclusão de dados de um dispositivo em caso de perda ou roubo.
- Gerenciamento de Aplicativos Móveis (MAM): As ferramentas MAM foram desenvolvidas em resposta às demandas dos funcionários por segurança e privacidade ao utilizarem seus próprios dispositivos no trabalho. Ao contrário das ferramentas MDM, essas ferramentas MAM concentram-se exclusivamente em aplicativos específicos, e não no dispositivo como um todo. Portanto, oferecem maior privacidade nos dispositivos. Uma loja de aplicativos corporativa é criada por meio de soluções MAM, e apenas os aplicativos presentes nessa loja são monitorados e atualizados remotamente.
- Ferramenta de Gerenciamento de Informações Móveis (MIC): O MIC e o gerenciamento de conteúdo móvel (MCM) são extensões do MAM. A maioria das organizações possui um repositório centralizado por meio do qual os funcionários podem acessar e compartilhar arquivos e documentos com facilidade. Esse repositório abriga dados valiosos da empresa. As ferramentas MIC e MCM protegem esse repositório nos dispositivos móveis que os funcionários utilizam como parte da política BYOD. Dessa forma, é possível melhorar o equilíbrio entre privacidade e segurança na empresa.
- Ferramenta de Gerenciamento de Mobilidade Corporativa (EMM): As ferramentas EMM são projetadas para atender aos requisitos de segurança cada vez mais complexos das empresas e às demandas dos funcionários em relação ao BYOD. Elas se integram ao serviço de diretório da rede e oferecem benefícios como conformidade com políticas, personalização de aplicativos e segurança de dados. Uma ferramenta EMM oferece a funcionalidade das ferramentas MDM e MAM combinada com recursos como a conteinerização. O processo de conteinerização separa as informações pessoais dos dados de trabalho no mesmo dispositivo. Como resultado, os departamentos de TI podem monitorar e acessar claramente apenas o conteúdo relacionado ao segmento de trabalho.
- Ferramentas de Gerenciamento Unificado de Terminais (UEM): O UEM é a ferramenta mais recente e avançada na categoria de monitoramento e gerenciamento remoto. Com essa ferramenta, as empresas podem gerenciar uma variedade de terminais, incluindo laptops, dispositivos móveis, tablets, PCs, impressoras e dispositivos de IoT. Uma ferramenta UEM pode ser rapidamente implantada e dimensionada à medida que mais e mais dispositivos são adicionados a cada dia. Além de mitigar ameaças cibernéticas remotamente, elas também podem conter um vazamento antes que ele se espalhe por toda a sua rede.
Com o Kaseya VSA, você pode automatizar muitas tarefas de gerenciamento de terminais e visualizar o status de todos os terminais em um único lugar. - Containerização: as equipes de TI podem equilibrar as exigências da empresa com as solicitações dos usuários por maior privacidade, utilizando a tecnologia de containerização em dispositivos móveis. Por meio da containerização, a equipe de TI pode criar “contêineres” separados, criptografados e regidos por políticas dentro de um dispositivo pessoal, direcionando e-mails, aplicativos de navegador e dados exclusivamente para esses contêineres. É possível que a equipe de TI apague os contêineres sem afetar os dados pessoais, caso o dispositivo seja perdido ou roubado. Portanto, se os usuários optarem por deixar seus dispositivos desprotegidos, apenas seus dados pessoais estarão em risco.
A comunicação com os contêineres pode ser realizada por meio de um canal criptografado e seguro, eliminando a necessidade de VPNs e outras conexões de rede de entrada entre os dispositivos e a empresa. Como apenas os contêineres seguros se conectam à rede da empresa, a rede fica protegida contra tentativas de invasão, ataques, malware e dispositivos comprometidos.
Implementação de uma política de BYOD
Para gerenciar e controlar os dispositivos BYOD na rede, é necessário estabelecer uma política de BYOD. Essa política deve definir claramente os objetivos, o escopo, os procedimentos, os protocolos e os planos de contingência, de modo que todas as partes envolvidas estejam cientes do que fazer quando determinados cenários ocorrerem.
É importante discutir essas políticas detalhadamente e redigi-las em linguagem clara antes de colocá-las em prática. A política de BYOD deve ser elaborada com a participação de pessoas de várias equipes, como RH e TI, para que se obtenham múltiplas perspectivas. Leve em consideração também a opinião dos funcionários. Dessa forma, a política será abrangente e não deixará lacunas.
Além disso, é importante garantir que os funcionários sigam as políticas da empresa. Certifique-se de que tudo esteja em dia, conversando regularmente com os funcionários e lembrando-os de seguir as regras estabelecidas nas políticas.
O que uma política de BYOD deve incluir?
O uso e a evolução da tecnologia estão em constante mudança. Depois que uma política for implementada, é importante revisá-la periodicamente para fazer alterações e mantê-la atualizada. Os elementos de uma política de BYOD eficaz são os seguintes.
- Protocolos de uso de dispositivos: Os funcionários que trazem seus próprios dispositivos para o trabalho devem instalar ferramentas antivírus e antimalware nesses dispositivos, bem como uma solução UEM. Para garantir a segurança dos dados da empresa, os funcionários devem fazer backups de seus dados apenas por meio de aplicativos de backup em nuvem autorizados pela empresa e somente através da rede segura da empresa. Além disso, quaisquer atualizações de software ou hardware dos computadores só devem ser realizadas após a aprovação do departamento de TI.
- Política de reembolso: Os funcionários recebem reembolso de certas despesas, como contas de internet ou reparos de dispositivos, por parte de seus empregadores. Deve haver um processo de reembolso simples e claro para o BYOD. Algumas empresas chegam a oferecer um auxílio financeiro para esse fim. Deve ser fornecida uma explicação clara sobre o reembolso e os detalhes dos custos, para que os funcionários saibam que, caso as despesas excedam os limites estabelecidos, a empresa não se responsabiliza por elas.
- Apagamento remoto de dados: Quando o dispositivo pessoal de um funcionário utilizado para o trabalho é perdido ou roubado, um procedimento de apagamento remoto ajudará as organizações a remover todos os dados confidenciais desse dispositivo. A política da empresa deve deixar claro que ela não se responsabiliza pela perda de dados pessoais nessas situações. Além disso, deve especificar com que rapidez o apagamento remoto deve ser executado no caso de perda ou roubo de um dispositivo.
- Cessação do vínculo empregatício: Quando um funcionário deixa a empresa, a melhor maneira de garantir a segurança dos dados é solicitar que a equipe interna de TI os verifique. Certifique-se de que essa etapa esteja claramente definida na política de BYOD e de que a equipe de TI remova todas as informações comerciais antes que o funcionário se desligue da empresa.
- Violação de políticas: Mesmo que as políticas estejam bem elaboradas, os funcionários podem esquecê-las ou deixar de cumpri-las com o devido cuidado. Por isso, é importante estabelecer regras relativas às violações de políticas para proteger os dados da empresa.
Gerenciamento seguro de BYOD com a Kaseya
A ferramenta EMM da Kaseya combina os recursos das ferramentas BYOD, MDM e MAM em uma única solução. Para oferecer segurança abrangente aos dispositivos, o EMM da Kaseya se integra à solução de gerenciamento de TI Kaseya VSA. O gerenciamento seguro de BYOD, o gerenciamento robusto de aplicativos e a facilidade de uso permitem que você alcance a máxima eficiência administrativa. A interface do usuário foi otimizada para facilitar a rápida integração dos usuários.
O Kaseya VSA também está integrado ao Cortado MDM para oferecer aos MSPs e às equipes internas de TI um sistema simples e eficaz de gerenciamento de dispositivos móveis para seus clientes e usuários. Comece hoje mesmo a implementar o BYOD com segurança.