América do Norte
usuários do macOS
Usuários do macOS em todo o mundo estão sendo alvo de um malware altamente ativo, especializado em roubo de informações (infostealer), conhecido como Odyssey Stealer.
Dados recentes de telemetria mostram um aumento acentuado na atividade do Odyssey Stealer direcionada a sistemas macOS. As campanhas anteriores limitavam-se, em grande parte, a usuários nos Estados Unidos, na França e na Espanha, mas as amostras mais recentes estão agora se espalhando muito além dessas regiões, visando usuários na América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e África.
Os agentes maliciosos costumam distribuir o Odyssey Stealer por meio de engenharia social, geralmente criando páginas falsas de verificação CAPTCHA que levam os usuários a executar o malware por conta própria.
FonteComo isso pode afetar sua empresa
Os programas de roubo de informações representam uma ameaça cada vez mais grave. Concebidos para coletar discretamente credenciais, tokens de sessão e outros dados confidenciais, eles permitem que os invasores reutilizem o acesso em vários serviços. É fundamental conscientizar os usuários, especialmente em relação a sites falsos que se fazem passar por downloads legítimos de software ou etapas de verificação, para que eles saibam como identificar e evitar armadilhas de engenharia social antes que o malware seja instalado.
Europa
Universidade La Sapienza
A Universidade La Sapienza, em Roma, a maior universidade da Europa em número de alunos matriculados, sofreu um grave ataque cibernético que paralisou seus sistemas de TI e causou uma ampla interrupção nas operações.
A universidade divulgou o incidente em uma publicação nas redes sociais na semana passada, informando que sua infraestrutura de TI havia sido alvo de um ataque cibernético. Como medida de precaução e para proteger a integridade e a segurança dos dados, a La Sapienza desligou imediatamente seus sistemas de rede.
Em resposta, a universidade formou uma força-tarefa técnica para dar início aos trabalhos de correção e restauração. Seu site principal já está novamente no ar, e os trabalhos de recuperação continuam.
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Interrupções como essa destacam por que uma estratégia robusta de continuidade de negócios e recuperação de desastres é fundamental para a resiliência diante de ataques cibernéticos. Contar com backups criptografados e confiáveis, planos de recuperação testados e procedimentos de restauração claros ajuda as organizações a restaurar os serviços mais rapidamente e a limitar o tempo de inatividade operacional quando os sistemas essenciais ficam fora do ar.
América Latina e Caribe
Ministério de Minas e Energia do Brasil
Uma campanha de espionagem teve como alvo órgãos governamentais e organizações de infraestrutura crítica em 37 países, incluindo o Ministério de Minas e Energia do Brasil.
De acordo com um relatório recente, a campanha apoiada pelo Estado está em andamento há mais de um ano e parece concentrar-se na coleta de informações sobre minerais de terras raras, acordos comerciais e parcerias econômicas. Entre as vítimas está o Ministério de Energia do Brasil, uma importante agência governamental de um país que se acredita possuir a segunda maior reserva mundial de minerais de terras raras.
O relatório destaca que os métodos do grupo, a escolha dos alvos e a escala das operações são alarmantes. Os pesquisadores alertam que a campanha pode ter implicações de longo prazo para a segurança nacional e a estabilidade dos serviços essenciais.
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As campanhas patrocinadas por Estados-nação continuam a ter como alvo órgãos governamentais e infraestruturas críticas em diversos países, muitas vezes com objetivos estratégicos de longo prazo. As organizações que atuam em setores sensíveis precisam estar mais atentas a essas ameaças, além de contar com recursos robustos de monitoramento e detecção, para identificar atividades precocemente e limitar seu impacto.
Europa
Instituto Nossa Senhora de Pulhof
Em uma sequência preocupante de eventos, cibercriminosos invadiram o Onze-Lieve-Vrouw Instituut Pulhof, uma escola de ensino médio em Berchem, na Bélgica, e intensificaram a extorsão ao exigir o pagamento de resgate tanto da escola quanto dos pais.
Segundo relatos, os invasores comprometeram a escola logo após as férias de Natal. Inicialmente, exigiram um resgate de € 100.000, reduzindo-o posteriormente para € 15.000. Como a escola não respondeu, os pais começaram a receber e-mails exigindo € 50 por criança, com ameaças de divulgar publicamente e vender os dados dos alunos na dark web caso o pagamento não fosse efetuado.
Segundo relatos, os invasores roubaram 45 GB de dados pertencentes a alunos e funcionários, incluindo cartões de identificação, registros de saúde mental, diplomas e dados financeiros da instituição.
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Confiar que os criminosos cumpram sua palavra nunca é uma opção, pois os invasores podem vazar ou vender os dados mesmo após o pagamento ter sido efetuado. As organizações precisam de monitoramento proativo de ameaças, backups criptografados e uma estratégia robusta de continuidade de negócios e recuperação de desastres para que possam restaurar as operações rapidamente e continuar operando normalmente, sem serem forçadas a tomar decisões relacionadas ao resgate.


