Não há escassez de modelos de maturidade de TI, que são diretrizes sobre como criar e otimizar uma infraestrutura de TI progressiva.
Esses modelos foram criados anos atrás, quando grandes empresas de consultoria e integradores, como a IBM e a Electronic Data Systems Corp. (EDS), hoje de propriedade da HP Enterprise, analisaram as operações de grandes empresas. Em seguida, elas elaboravam um plano detalhado para simplificar a TI e torná-la mais eficiente e produtiva.
A Microsoft até mesmo entrou em cena há uma década com sua estrutura de Otimização de Infraestrutura (IO), um modelo de maturidade amplamente focado em tornar as lojas da Microsoft mais modernas.
Nenhuma dessas abordagens atende às necessidades das pequenas e médias empresas (PMEs). E são justamente as PMEs que mais precisam desse tipo de apoio. É por isso que a Kaseya desenvolveu um Modelo de Maturidade de Gestão de TI especificamente para empresas com menos de 50 até 3.000 funcionários.
Além disso, todos os anos realizamos uma pesquisa abrangente para descobrir como as equipes de TI mais maduras das PMEs operam e quais lições elas podem oferecer para o resto de nós.
Um modelo de maturidade exclusivo para PMEs
Aqui está um resumo do Modelo de Maturidade de cinco etapas da Kaseya:

Determinando o seu nível de maturidade de TI no modelo Kaseya
Conhecer o seu nível de maturidade permite que você estabeleça metas para alcançar níveis mais altos. E quanto mais alto você chegar, mais fácil será o trabalho de TI. Ah, e ao mesmo tempo você se torna muito mais eficiente. Como você pode errar?
Em nosso artigo "Benchmarking Your IT Maturity", explicamos que, à medida que você aumenta seu nível de maturidade, sua equipe de TI passa menos tempo combatendo incêndios e mais tempo contribuindo para a criação e execução de estratégias. Seu grupo de TI deixa de ser um centro de custos e passa a ser um gerador de inovação que impulsiona o sucesso dos negócios.
Aqui estão as cinco etapas do Modelo de Maturidade de Gestão de TI da Kaseya:
- REATIVO: Atender aos desafios e solicitações de cada usuário
- EFICIENTE: Ter uma abordagem sistemática para resolver problemas conhecidos e lidar com as tarefas diárias
- PROATIVA: adotar uma abordagem proativa para o gerenciamento de TI, automatizando tarefas repetitivas e muitas ações corretivas
- ALINHADO: Acompanhamento e gerenciamento de acordos de nível de serviço (SLAs) ou expectativas de disponibilidade/desempenho
- ESTRATÉGICO: Alcançar a excelência operacional de TI e assumir um papel estratégico na condução da inovação empresarial
Estágio Um - Reativo
Como você pode ver, o estágio mais baixo, Reativo, é o mais estressante, menos eficiente e produz a menor quantidade de valor comercial aumentado. É o mais próximo de um cenário ad hoc que você pode imaginar.
Esse estágio é caracterizado pelo fato de os departamentos de TI lidarem com a realidade de curto prazo e não terem tempo para pensar e agir de maneira verdadeiramente voltada para o futuro. Não há culpa aqui, mas as coisas podem ser feitas de uma maneira muito melhor. Sem planejamento e processos adequados, a TI está ocupada demais combatendo incêndios que têm a ver com manter as luzes acesas, sem poder se concentrar em novos serviços. O resultado é uma luta constante e uma correria para resolver os problemas.
Esses pontos fracos se tornam aparentes quando os líderes de negócios e o departamento de TI detectam as ineficiências e não têm outra opção a não ser enfrentá-las.
A solução é aspirar a um nível mais alto. Não se trata de uma questão de ego, mas de eficiência de TI.
Estágio dois - Eficiente
Eficiente parece muito bom, e é mesmo. Mas poderia ser muito melhor. Nesse nível, existe um sistema para lidar com problemas recorrentes, além de processos e ferramentas para:
- Lidar com segurança e conformidade em um nível básico
- Consolidar o gerenciamento de sistemas e a geração de relatórios em uma única visualização
- Realizar auditorias e descobertas de dispositivos e redes
O grande avanço consiste em um processo de gestão sistemático, apoiado por ferramentas avançadas que aumentam a eficiência da TI. Nesta fase, a TI dispõe de soluções que gerenciam e geram relatórios sobre os recursos de TI de forma centralizada; todos os sistemas são monitorados em termos de segurança, desempenho e operações; e há auditorias regulares dos recursos de TI que ajudam a garantir que todos sejam identificados e estejam sujeitos a monitoramento e proteção.
Foram adotadas medidas de proteção antivírus e antimalware; as senhas devem ser seguras e atualizadas regularmente; e existe uma autenticação robusta dos usuários.
Tudo isso é bom, mas ainda há muitos problemas a serem resolvidos. Nesse estágio, a TI ainda não está agindo proativamente.
Terceiro estágio - Proativo
Com o nível Proactive, você está realmente chegando a algum lugar - a algum lugar bom. O segredo é usar a automação de TI para tornar as operações mais seguras e eficientes.
Dessa forma, a maior parte do trabalho pesado de TI é eliminada, pois essas tarefas são automatizadas e têm a garantia de serem realizadas de forma consistente, incluindo a aplicação de patches e a atualização de sistemas, a instalação de novas definições de vírus e muito mais.
A manutenção pode ser automatizada e baseada em eventos. Por exemplo, se um disco estiver muito cheio, ele poderá ser limpo automaticamente. Os backups podem ser refeitos no caso de uma falha anterior sem o envolvimento do administrador.
Melhor ainda, a automação pode ser aplicada à solução de problemas. E não apenas em reação a problemas, mas para identificar proativamente os problemas emergentes e, muitas vezes, resolvê-los sem intervenção significativa da equipe de TI.
Essa etapa representa um grande avanço, e aqueles que a alcançaram devem se orgulhar. No entanto, os serviços de TI nem sempre atendem com precisão às necessidades dos negócios — como a adoção de novos serviços ou aplicativos para aumentar a produtividade dos usuários finais ou a competitividade da empresa
Quarta etapa - Alinhado
O penúltimo estágio, Alinhado, trata de a TI atender às prioridades da empresa de forma contínua e eficaz e, de fato, identificar essas necessidades antes de ser solicitada a atendê-las.
Nesse nível, há um acordo profundo e detalhado entre a TI e os líderes de negócios sobre os serviços e os níveis de serviço. Como a TI é totalmente automatizada e medida, a equipe técnica pode concentrar a maior parte de seus esforços na criação do verdadeiro valor comercial. A única coisa que falta é permitir que a TI tenha uma visão completa das necessidades estratégicas futuras que podem ser viabilizadas pela nova tecnologia.
Estágio Cinco - Estratégico
O nível estratégico é onde a TI atinge seu auge e se destaca. Agora a TI está 100% envolvida no avanço dos negócios. Ao mesmo tempo, os serviços estão funcionando com eficiência máxima e são criados para corresponder ao que a empresa quer. O resultado é o crescimento da receita, dos lucros e da inovação da empresa.
Microsoft na trilha certa de maturidade
Há cerca de uma década, a Microsoft criou o Modelo de Otimização de Infraestrutura. Esse modelo se encaixa muito bem com o modelo da Kaseya. Enquanto a Kaseya tem cinco estágios, a Microsoft tem quatro: Básico, Padronizado, Racionalizado e Dinâmico.
Nível básico: Muitas pequenas e médias empresas ainda se encontram nesta fase. Nesta fase, a empresa adquire tecnologia conforme a necessidade, por exemplo, quando um computador quebra ou um disco rígido fica sem espaço. As substituições costumam ser as opções mais baratas, sem levar em conta padrões, integração ou os objetivos futuros da organização.
Padronizado: Embora seja apenas o segundo nível, ser padronizado é um grande passo à frente. Aqui, todos os seus principais aplicativos e partes da infraestrutura aderem a algum tipo de padrão ou modelo e são escolhidos com base, em parte, no modo como funcionam com o restante da infraestrutura. O principal aspecto que falta é a automação dos principais processos de TI.
Racionalizado: Nesse estágio, a loja de TI está fazendo grandes progressos. Além de todas as peças estarem padronizadas, elas estão automatizadas e bem gerenciadas.
Dinâmico: Representa a nata da cultura das lojas de TI, onde o gerenciamento de sistemas é totalmente automatizado e a TI atua como um facilitador estratégico dos negócios, em vez de um centro de custos.
Uma série de outros modelos de otimização e maturidade
Os modelos de maturidade de TI existem há tanto tempo que eles próprios já estão maduros. Aqui está um resumo dos principais modelos que estabeleceram o campo - todos eles criados para grandes empresas e não são adequados para PMEs
CMMI: A Carnegie-Mellon não é apenas uma inovadora técnica. Afinal, a escola criou o Mach, uma versão do UNIX que agora é a base do Mac OS da Apple. Ela também foi uma das primeiras desenvolvedoras de um modelo de maturidade de TI. O Software Engineering Institute da universidade criou o CMMI ou Capability Maturity Model Integration. Esse modelo se concentra bastante em organizações, processos e pessoas.
MIT: Outra instituição de ensino, o prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), tem um modelo operacional de TI de quatro níveis criado pelo Center for Information Systems Research. Ao contrário de outros modelos, os níveis não progridem em qualidade, mas descrevem diferentes abordagens de TI e seus pontos fortes e fracos.
Aqui estão esses 4 níveis:
- Diversificação: A tecnologia tem integração e padronização mínimas.
- Unificação: Nesse nível, há integração e padronização máximas.
- Coordenação: Esse nível apresenta grande integração, mas pouca padronização.
- Replicação: Esse é o oposto da coordenação, em que há pouca integração, mas grande padronização.
IBM: Os Serviços de Consultoria de Transformação e Otimização de TI da IBM foram projetados para estabelecer planos para ajudar a TI a simplificar sua infraestrutura, mudar a tecnologia em resposta às mudanças nas condições do mercado e garantir que a TI esteja alinhada com os objetivos comerciais. Em última análise, isso pode até mesmo afetar a cultura corporativa.
Conheça mais a fundo o Kaseya Maturity
A Kaseya disponibiliza cinco e-books que ajudam você a avaliar seu próprio nível de maturidade e a descobrir como avançar para um nível superior.
O primeiro, Benchmarking Your-IT Maturity, oferece uma visão geral da maturidade da TI para SMBs e MMEs.
O próximo eBook fornece as próximas etapas táticas para ajudá-lo a atingir cada degrau mais alto no modelo de maturidade de TI:
Por fim, temos o webinar Best Practices to Benchmark Your IT Maturity Level (Práticas recomendadas para avaliar seu nível de maturidade de TI).




