Autotask Community Live 2026: Estabelecendo as bases para operações de TI impulsionadas pela IA
Autotask O Community Live 2026 teve início com uma mensagem clara para os MSPs e as equipes de TI: a IA está transformando as operações de TI, mas sua adoção eficaz depende da existência de uma base operacional adequada.
Sistemas interconectados, dados estruturados, documentação padronizada e processos consistentes são o que permite que a automação e a IA agreguem valor real.
Realizado antes do Kaseya Connect 2026, o evento teve como foco a redução de atritos operacionais, a melhoria da visibilidade e a criação de operações de TI escaláveis.
Este resumo destaca os principais temas e pontos a serem lembrados de cada sessão.
A verdadeira barreira não são as ferramentas — é a fragmentação
Situação das operações de TI: Kevin Sequeira
Kevin Sequeira iniciou o dia abordando um desafio que muitos líderes de TI reconhecem. As equipes não enfrentam dificuldades por falta de ferramentas — elas enfrentam dificuldades porque suas ferramentas não se comunicam entre si.
Essa fragmentação gera ineficiências constantes. Os técnicos gastam tempo alternando entre sistemas e cruzando informações manualmente, em vez de resolver problemas. Durante incidentes críticos, esses atrasos se acumulam rapidamente.
A mensagem de Kevin foi clara: um PSA não pode mais funcionar como um simples sistema de registro. Ele precisa se tornar uma camada de dados unificada que conecte pessoas, processos e sistemas em uma única fonte de verdade, capaz de dar suporte à automação e à IA.
De recursos a fluxos de trabalho conectados
Atualização sobre produtos de operações de TI: Alex D’Aquila e Thomas Griffith
Alex D’Aquila e Thomas Griffith explicaram como a Suíte de Operações de TI está evoluindo para reduzir atritos e conectar fluxos de trabalho em toda a prestação de serviços.
Um dos principais destaques foio Especialista Digital para Triagem de Tickets, desenvolvido pela Kaseya Intelligence, que aprimora a classificação, o encaminhamento e a velocidade de resolução dos tickets. Além dos recursos individuais, o foco esteve na criação de um sistema mais integrado, no qual os dados fluem de maneira contínua entre o PSA, a documentação e os relatórios, a fim de possibilitar operações mais eficientes e escaláveis.
Os 10 principais painéis operacionais e relatórios que todo líder de TI precisa ter
Análise aprofundada do painel: Natalie Mayo e Nicole LaFreniere
Nesta sessão, Natalie Mayo e Nicole LaFraniere enfatizaram que os dados (KPIs) por si só não geram visibilidade. As equipes precisam de painéis que apresentem insights úteis a tempo de permitir uma resposta.
A sessão incentivou as equipes a irem além dos indicadores de atraso e a se concentrarem em indicadores antecipados, como o estado do SLA, a utilização e a resolução na primeira chamada, que revelam problemas operacionais antecipadamente. As quatro principais áreas de foco foram:
- Rentabilidade: Quais clientes são realmente rentáveis e quais estão, discretamente, consumindo mais recursos do que geram?
- Prestação de serviços: os SLAs estão sendo cumpridos de forma consistente? E em que pontos os tickets estão ficando parados?
- Eficiência: Como as horas de trabalho dos técnicos estão sendo efetivamente utilizadas e onde estão os gargalos?
- Qualidade: Com que frequência os problemas são resolvidos logo na primeira interação e com que frequência são encaminhados desnecessariamente para um nível superior?
O objetivo não é monitorar mais dados, mas sim monitorar os dados certos em tempo real, para que as equipes possam agir proativamente, em vez de apenas reagir.
Perspectiva do cliente: Kobe Dudley
O palestrante representante dos clientes, Kobe Dudley, diretor de Managed Services na BECA, resumiu a discussão sobre os KPIs com uma observação simples:
“Nem toda receita é uma boa receita.”
Os painéis de controle ajudaram sua equipe a identificar clientes que consumiam tempo excessivo dos técnicos, a melhorar as decisões sobre alocação de pessoal e a detectar problemas operacionais mais cedo. Ele também observou que métricas visíveis aumentam a responsabilização e o desempenho dos técnicos.
Criação de um mecanismo repetível de avaliação e roteiro de TI
Análise técnica aprofundada: Elise Rodriguez e Sofiia Alieinik
Elise Rodriguez e Sofiia Alieinik apresentaram uma abordagem estruturada para transformar as avaliações em um processo escalável e repetível.
Em vez de relatórios pontuais, eles delinearam um mecanismo de avaliação baseado na segmentação de clientes, em estruturas padronizadas e em um ritmo consistente, projetado para promover o progresso contínuo.
Perspectiva do cliente: Matthew Brouillard
Matthew Brouillard reforçou a mensagem da sessão com um lembrete simples:
“Não tente abordar tudo. Concentre-se nas três a cinco coisas que mais importam para o cliente.”
Sua equipe desenvolveu uma estrutura de três etapas que qualquer membro da equipe pode seguir:
- Padronize o processo: uma estrutura organizada e repetível gera consistência, reduz o tempo de preparação e transforma as avaliações em algo que toda a sua equipe pode realizar com confiança, e não apenas os funcionários de melhor desempenho.
- Selecione cuidadosamente, em vez de abordar tudo: conjuntos de perguntas personalizados com base no tipo de cliente mantêm as conversas relevantes e evitam que as avaliações se tornem exercícios genéricos de preenchimento de formulários.
- Organize com foco na usabilidade: a marcação e a categorização transformam documentos estáticos em um sistema que funciona na prática. Isso garante consistência, ajuda os membros mais novos da equipe a saber o que incluir e permite que você selecione rapidamente as perguntas certas para diferentes cenários.
Os resultados da IA começam pela estrutura, não pelo entusiasmo exagerado
Análise técnica aprofundada: José Anthony Quintero e Alonzo Zepeda
José Anthony Quintero e Alonzo Zepeda reforçaram uma mensagem fundamental: a IA só é tão eficaz quanto a estrutura que a sustenta.
Dados limpos, processos consistentes e documentação estruturada são essenciais para que a IA agregue valor. Sem essa base, a IA amplifica as ineficiências em vez de resolvê-las. A conclusão foi clara: as organizações que investirem na maturidade de dados hoje estarão mais bem posicionadas para obter resultados significativos com a IA.
Como se traduz na prática a preparação para a IA
Conversa informal com clientes: Chris Swecker e Jason Laporte
A sessão final, realizada em ambiente acolhedor, trouxe dois clientes ao palco para falarem abertamente sobre como foi o processo de preparação para a IA dentro de suas organizações. Ambos enfrentaram o mesmo desafio: o crescimento havia gerado caos operacional. A solução foi a estrutura.
- Chris Swecker, da Appalachia Technologies, explicou como sua equipe lidou com a inconsistência usando os ambientes de clientes mais bem documentados como referência. “Escolhemos alguns clientes com os quais temos um ótimo desempenho e os transformamos no padrão de excelência. É assim que queremos que a documentação seja; esse é o nível de detalhamento que esperamos”, compartilhou ele. A padronização da documentação melhorou a integração, tornou o conhecimento institucional acessível e reduziu a dependência da expertise individual.
- Jason Laporte, da Power Consulting Group, descreveu um momento decisivo semelhante dentro de sua organização. “Nosso crescimento era prejudicado pela nossa incapacidade de expandir as operações. Assim que padronizamos a forma como documentamos e armazenamos informações, eliminamos esses gargalos.”
Ambos os palestrantes enfatizaram o mesmo ponto. O crescimento inicial geralmente depende do conhecimento implícito detido por algumas poucas pessoas-chave, mas esse modelo não é escalável. Registrar o conhecimento em sistemas estruturados e acessíveis gera resiliência, permite que as equipes trabalhem de forma mais independente e sustenta o crescimento a longo prazo.
A base é a estratégia
Ao final do evento, uma ideia surgiu repetidamente em todas as sessões: a base é mais importante do que as ferramentas desenvolvidas a partir dela.
Recursos sofisticados de IA não superam a fragmentação de dados. Um painel de relatórios poderoso não adianta nada se as equipes não souberem o que fazer com os números. Uma plataforma capaz não consegue compensar processos inconsistentes. As equipes que estão obtendo resultados reais — com IA, automação e melhores relacionamentos com os clientes — fizeram o trabalho necessário primeiro: limparam os dados, padronizaram os processos e criaram uma documentação confiável.
Essa é a base. Todo o resto é construído a partir dela.
Essa é a mudança para a qual o evento “ Autotask Community Live 2026” apontava, e é algo que vale a pena levar a sério.
Para saber mais sobre novidades dos produtos, estratégias operacionais e informações técnicas, assista às nossas próximas sessões de webinar.